Contextualização

Contextualização do Curso de Engenharia de Produção

Pode-se caracterizar a Engenharia de Produção como sendo um estágio seguinte na evolução da Engenharia Industrial, cuja formação se volta para atuar principalmente no “chão de fábrica”, tendo uma formação gerencial apensada à formação tecnológica.

Hoje o Engenheiro de Produção se habilita também a projetar, operar e manter os sistemas de produção a partir de uma formação bem mais abrangente em termos de gestão de sistemas e de organizações de uma maneira geral. Neste contexto, a Engenharia de Produção se dedica ao projeto e gerência de sistemas que envolvem pessoas, materiais, equipamentos e o ambiente. Ela é uma engenharia que está associada aos ramos tradicionais, sendo a menos tecnológica delas, na medida em que é mais abrangente e genérica, englobando um conjunto maior de conhecimentos e habilidades.

O Engenheiro de Produção tem como área específica de conhecimento os métodos gerenciais, a implantação de sistemas gerenciais informatizados, o uso de métodos para melhoria da eficiência e a utilização de sistemas de controle dos processos empresariais. Tudo o que se refere às atividades básicas de uma empresa, tais como planejar compras, planejar e programar a produção e planejar e programar a distribuição dos produtos faz parte das atribuições típicas do Engenheiro de Produção. Os aspectos relacionados à gestão dos sistemas produtivos, conforme organizados nas 11 subáreas da ABEPRO, têm se tornado cada vez mais complexos, vindo a constituir-se no que é considerada hoje como uma base tecnológica própria da Engenharia de Produção.

Com as recentes mudanças estruturais e organizacionais desses sistemas de produção e a evolução dos cursos de Engenharia de Produção, os profissionais egressos desta modalidade têm se mostrado, ainda, hábeis empreendedores e capazes de atuar nas mais diversas organizações da sociedade.

No que se refere especificamente aos cursos de Engenharia de Produção da UFSC, faz-se necessário compreender o contexto em que estão inseridos. Neste sentido, estes Cursos de Graduação têm desempenhado um importante papel na formação de pessoal qualificado, para os diversos pólos industriais distribuídos por todo o território catarinense. Não obstante a sua vocação para com o Estado de Santa Catarina, os cursos de Engenharia de Produção da UFSC têm formado, também, profissionais qualificados para os mais diversos Estados brasileiros.

Considerando-se a situação atual de retração do mercado de engenharia no Brasil, o mercado de Engenharia de Produção é, sem sombra de dúvida, o que desfruta da melhor situação. Em geral, os egressos destes cursos vêm conseguindo boas colocações no mercado, principalmente em função do seu perfil que coincide com o que se está demandando nos dias de hoje: um profissional com uma sólida formação científica e com visão geral suficiente para abordar os problemas de maneira global.

O mercado de trabalho para o Engenheiro de Produção tem-se mostrado extremamente diversificado. Vários setores da economia têm oferecido oportunidades para os egressos dos cursos de Engenharia de Produção no Brasil, entre os quais se destacam:

 

  • I. Indústria automotiva, de eletrodomésticos e de equipamentos industriais.
  • II. Indústria têxtil.
  • III. Agroindústria e alimentos.
  • IV. Indústria petroquímica.
  • V. Indústria siderúrgica.
  • VI. Indústria da construção.
  • VII. Bancos de investimento (BNDES, BRDE, etc) e instituições financeiras.
  • VIII. Instituições e agências governamentais (Correios, ANP, ANEEL, ANTT, etc).
  • IX. Empresas de logística e transporte (aéreo, marítimo e rodoviário).
  • X. Empresas de transporte de passageiros.
  • XI. Hospitais e laboratórios de análise clínica.
  • XII. Empresas de consultoria em geral.

Além do mercado tradicional, outros setores têm procurado contratar profissionais formados pelos cursos de Engenharia de Produção, tais como: telecomunicações, informática, internet, entre outros. O ponto em comum entre estas áreas é o dinamismo e sua alta taxa de crescimento. São setores que tem crescido mesmo quando a economia como um todo tem se estagnado e todas as previsões são unânimes em considerá-los como extremamente promissores.